Quinta-feira, Julho 14, 2005

Poema sobre nada

Escrevo
Em linhas vazias
Palavras vizinhas
Da imaginação

Não nego
A minha loucura
Tão pura
Que alça seu vôo
Rasgando os céus
Atropelando meu chão.

(Mariana Antonelli - 23/10/2002)

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Meu Caderno

Rabisco
Com riscos
Meu pensamento
arisco
à gaiola de sentidos

Risco
palavras
na vaga tentativa
de um simples poetar

Gosto de desenhar
minha pele com os dedos dele
que dançam devagar
me deixando mansa

Sou menina,
criança
Sou aquela que gosta
de um brilho no olhar

E sentir tudo leve
pelo ar
criar asas
pra poder me atirar

E libertar meus lábios
nascidos para beijar
como uma ave busca um ninho
para um breve repousar.

E no meu peito -
travesseiro do meu dengo -
tantas emoções sobrevoando
suspirando devagar

(Mariana Antonelli - 24/02/2002)

Publicado por Marianíssima às 11:20:22 AM

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26 anos.
Carioca, que adora paulista, que também se dá bem com os mineiros, que admira os nordestinos, que se diverte com os sulistas... Uma quase jornalista que é quase mais uma poetisa, metida a saber lidar com essas tais malditas, urgentes e necessárias palavras. Falo demais, escrevo demais, penso demais, choro demais, amo demais. Intensidade pode até ser um bom apelido para mim.
Mulher mística, do signo de Escorpião, com ascendente em Escorpião e lua em Câncer. Praia, amigos, botecos, livros, música, CHICO BUARQUE, e um grande amor.
Fim.

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